Pró-hormonais e Designer Esteroides

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Pró-hormonais e Designer Esteroides

Mensagem por integraldx em Qua Ago 28, 2013 7:22 pm

O mundo do fisiculturismo recebeu um terrível golpe após Ben Jonhson e companhia terem sido pegos no doping e feito os Norte-Americanos passarem a vergonha de ver muitos de seus heróis olímpicos obrigados a devolver as suas sagradas medalhas. A proibição da venda de esteroides posteriormente a este evento e a concomitante ilegalização de seu uso recreativo fez surgir uma demanda de anabólicos que não fossem considerados ilegais. Assim, mais uma vez, a mente humana fez surgir a inovação perante a necessidade. Fez surgir os chamados Pró-hormônios e muitos dos Designer Esteroides, os quais muitos não estão incluídos na lista de proibição norte americana ou mesmo nos exames antidoping. Alguns desses esteroides podem ser confundidos e até mesmo desmerecidos do seu verdadeiro valor por conta do seu comércio ser mascarado com uma áurea de legalidade frente aos outros esteroides e pela sua demanda ser maior entre usuários noobs iniciantes.

Muito embora muitos desses esteroides sejam criações recentes e nunca tenham sido testados na medicina humana ou veterinária, há de se notar que a grande maioria deles são apenas redescobrimentos de ensaios e modificações de esteroides base(testosterona, nandrolona, metiltestosterona, entre outros), criados no boom inicial dos esteroides no Pós-guerra por muitos laboratórios e grandes empresas farmacêuticas que pesquisavam e testavam uma ampla quantidades de derivados, afim de conseguir ampliar a comercialização destes medicamentos e diminuir seus colaterais.

Os pró-hormonais são muitas vezes caracterizados por serem constituídos de compostos quimicamente inertes que ao entrarem no corpo são convertidos em andrógenos anabólicos, geralmente vendidos como suplementos camuflados. Por vezes, este tipo de esteroide é notório por ser pouco eficiente e causar certo nível de hepatoxidade por conta das altas dosagens necessárias para alcançar ganhos mais consideráveis. Pertencente a esta família esta o tão famoso halodrol, também bem conhecido como Pró-turinabol, por conta da sua conversão in vivo para o turinabol através da substituição do grupo 3-keto pelo 3-hidroxil, tornando-se uma molécula de turinabol a uma taxa de conversão de 5-10%.

O restante destes esteroides são mais conhecidos como "designer" esteroides, por muitas vezes serem concebidos para atender alguma demanda do mercado de suplementação legal ou pesquisa médica, nos EUA ou Europa. Muitos desses esteroides são, por vezes, modificações químicas dos seus parentes esterificados, muitas vezes para aumentar sua biodisponibilidade oral os quais guardam características semelhantes de seus parentes ou mesmo esteroides experimentais, criados exclusivamente para pesquisa médica que acabaram caindo na graça do mercado negro dos esteroides.

Um desses designer esteroides é o M-drol ou MetilDrotanolona, que nada mais é que uma molécula de drostanolona (Masteron) adicionada de um C-17 metil, que tem por característica a não aromatização e seu poder antiestrogênico, características estas que o M-drol herda. Contudo, devido a modificação da molécula de drostanolona para que a mesma resista a primeira passagem pelo fígado, fez com que a mesma possuísse certa afinidade com os receptores progetínicos, aumentando sua capacidade anabólica, mas descaracterizando a principal utilidade da drostanolona (Cutting).

Outro esteroide classificado nesta definição é a metiltrienolone ou MetilTrembolona, que nada mas é que uma molécula de trembolona atrelada a um C-17 metil muito utilizada em pesquisas médicas mas que recentemente caiu nas graças do mercado negro dos esteroides anabolizantes, por conta da sua gigantesca potência androgênica e anabólica, necessitando de dosagens medidas em microgramas para ser efetiva (Dosagem mínima de 100 mcg), gerando lucros imensos em seu comércio.

Um misto entre os mundos dos pró-hormonais e dos designer esteroides seria a metil-1-testosterona (metildihidroboldenona), mas conhecida como M1T. Esta droga extremamente potente já passou por todas as etapas possíveis de um esteroide pode passar: Foi uma droga utilizada em pesquisas farmacêuticas, como a metiltrienolone; Já foi utilizada por atletas profissionais em programas massivos de dopping (boatos não comprovados, mas com muitos indícios); Já foi vendida como um pró-hormonal entre 2003 e 2005, antes de ser classificada como AAS pela FDA e tirada do mercado nos EUA; Por fim, ela é a promessa atual do mercado negro de esteroides para um substituto do dianabol com ganhos de massa magra muito maiores, com o custo de um nível de hepatoxidade igual ou maior que a da oximetolona, com semelhante supressão endógena.

Hoje em dia, sabe se lá Deus quantos compostos são feitos e projetados exclusivamente para sua utilização em programas massivos de dopping no mundo. Casos com o da tetrahidrogestrinone (THG) estão por ai, escondidos como bombas-relógio prontas para explodir a qualquer momento no mundo do esporte profissional. Devido a isso que, hoje em dia, com este mar de Esteroides projetados pra serem inidentificáveis em exames antidoping e mais a adição dos peptídeos, recuperações miraculosas e o surgimento metódico e programado de atletas de alto nível é cada dia mais comum e normal, quando no passado não tão distante, tais coisas poderiam perfeitamente ser vistas como verdadeiras obras da intervenção divida na Terra.

Minha proposta com este artigo é a de mostrar o quanto pode se estar perdendo desprezando esta enorme fonte de novos esteroides. Muitos dos futuros atletas estão ou estarão utilizando estes esteroides para todo o tipo de objetivo. Muitos começam e começarão sua jornada no fisiculturismo utilizando pró-hormonais como forma de aprendizagem e existe uma diversidade gigantesca de designer esteroides que são vendidos e que podem ser bem mais vantajosos do que certos esteroides que vem sendo utilizados à anos, para inúmeras funções. Um exemplo claro disso é a do Epistane, com o poder antiestrogênico comparável ou até maior que a do Tamoxifeno e de poder anabólico muito maior que a do Masteron, poderia ser uma alternativa econômica viável a mesma, sem tanto prejuízo com respeito a hepatoxidade.

Até mesmo PH's conhecidos como ruins ou lixo, como o caso do M-drol, poderiam ser alternativas para ciclos com custos baixos, em detrimento a esteroides caros como o Primobolan ou Masteron que utilizados de forma errada ou subdosada, geram mais efeitos colaterais nocivos que ganhos. Um ciclo de propionato de testo + M-drol e 10mg/dia de Tamox, por exemplo, poderia dar uma boa manutenção na massa muscular enquanto que a testosterona entraria como fator androgênico para queima de gordura num cutting, sem tanta retenção hídrica e letargia normais a um ciclo M-drol Only, com custos bem módicos. Já para um bulking, excelentes ganhos de massa muscular poderiam ser conseguidos adicionando enantato de testosterona e outros agentes menos hepatóxicos, gerando excelentes resultados.

Assim, mesmo que hoje sejamos levados a ver os pró-hormonais e designer esteroides como um golpe de marketing ou pura falcatrua, há de se dar certo crédito a aprendizagem que tais produtos dão, enquanto usados por usuários noobs, evitando que estes erroneamente queimem cartucho, seguindo ciclos ridículos e sem qualquer noção que encontrem na internet. Já para usuários avançados, estes podem ser uma alternativa para certos esteroides que, pelo seu alto valor, sendo mal utilizados, podem geram mais colaterais que benefícios. A relevância dos PH's e Designer Esteroides no mundo é incerto e confuso, mas não se pode fechar os olhos e ignorá-los achando que são tendências passageiras, pois o que é certo é que não são!

Até mais!

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